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DLSS 5 é lançado pela NVIDIA e promete mudar os gráficos dos jogos com IA

A NVIDIA deu mais um passo na utilização de inteligência artificial nos gráficos dos videogames. O DLSS 5 já está oficialmente disponível, trazendo uma nova tecnologia chamada 3D-Guided Neural Rendering, ou Renderização Neural Guiada em 3D.

Diferentemente das versões anteriores, que ficaram conhecidas principalmente por reconstrução de imagem e geração de quadros, o DLSS 5 utiliza modelos de IA para interferir diretamente na aparência final da cena, buscando melhorar elementos como iluminação, materiais, pele, cabelo e outros detalhes visuais.

O primeiro jogo a utilizar a tecnologia é NBA 2K27, e neste primeiro momento o recurso está disponível para as placas de vídeo GeForce RTX Série 50.

Afinal, o que é o DLSS 5?

Apesar do nome, pensar no DLSS 5 apenas como uma evolução do conhecido DLSS Super Resolution pode causar alguma confusão.

A grande novidade é justamente a chamada Renderização Neural Guiada em 3D.

Segundo a NVIDIA, o sistema utiliza um modelo generativo treinado com informações do mundo real para acrescentar detalhes à aparência final produzida pelo renderizador tradicional do jogo. Ao mesmo tempo, utiliza informações da própria engine, como vetores de movimento e dados da cena, para tentar preservar aquilo que os desenvolvedores realmente criaram.

Em outras palavras, a IA não está simplesmente aumentando a resolução de uma imagem que já existe.

Ela passa a participar da construção da aparência final que vemos na tela.

E é justamente aí que o DLSS 5 começa a ficar interessante — e também controverso.

DLSS 5 pode modificar iluminação, pele, cabelo e materiais

A NVIDIA afirma que a nova tecnologia pode produzir características visuais que seriam muito mais caras ou difíceis de representar utilizando somente as técnicas tradicionais de renderização em tempo real.

No NBA 2K27, por exemplo, o DLSS 5 foi ajustado em parceria com a Visual Concepts e a 2K para trabalhar elementos como iluminação, materiais, pele, cabelo e geometria facial dos atletas.

O objetivo é aproximar a apresentação do jogo da aparência de uma transmissão esportiva real.

E aqui existe uma diferença fundamental em relação a tecnologias como Frame Generation: o DLSS 5 não está apenas tentando produzir mais quadros. A IA está sendo utilizada para alterar como determinados elementos dentro desses quadros aparecem para o jogador.

Desenvolvedores continuam tendo controle sobre o resultado

Uma preocupação óbvia com uma tecnologia desse tipo é:

A IA vai simplesmente modificar os gráficos que os artistas criaram?

A NVIDIA diz que não é essa a proposta.

O sistema foi desenvolvido para utilizar informações fornecidas pelo renderizador e permitir que os desenvolvedores controlem como a renderização neural é aplicada. A empresa afirma que a tecnologia pretende complementar, e não substituir, a renderização tradicional e o trabalho artístico.

Isso é particularmente importante porque um modelo generativo poderia produzir algo visualmente convincente, mas diferente da intenção original do artista.

O desafio do DLSS 5, portanto, não é simplesmente gerar uma imagem bonita. É melhorar determinados aspectos da imagem sem descaracterizar aquilo que o desenvolvedor pretendia mostrar.

NBA 2K27 é o primeiro jogo com DLSS 5

O primeiro teste real da tecnologia acontece em NBA 2K27.

O jogo estreou o DLSS 5 em 3 de setembro e permite que jogadores com GPUs compatíveis experimentem a Renderização Neural Guiada em 3D.

A escolha de um jogo de basquete faz bastante sentido para demonstrar a tecnologia.

Atletas possuem pele, cabelo, roupas, suor, iluminação de arena e diversos materiais que podem evidenciar rapidamente as diferenças produzidas pelo sistema.

Usuários do GeForce NOW Ultimate também podem experimentar o DLSS 5 por meio das máquinas equipadas com RTX 5080 disponibilizadas pelo serviço de nuvem da NVIDIA em regiões compatíveis.

Quais placas de vídeo são compatíveis com DLSS 5?

No lançamento, a NVIDIA disponibilizou a tecnologia para:

GeForce RTX Série 50 — desktop e notebooks.

Portanto, proprietários das RTX 20, 30 e 40 não receberam inicialmente acesso oficial ao novo recurso.

A limitação está relacionada à carga computacional da nova renderização neural, que é consideravelmente diferente das técnicas anteriores.

OBS.: há uma informação bem recente de que a NVIDIA pretende levar o DLSS 5 também para a RTX Série 40 posteriormente, após otimizações. Como isso acaba de ser divulgado, podemos atualizar a matéria com essa informação caso você queira abordar compatibilidade futura.

DLSS 5 também tem um custo de desempenho

Aqui está uma parte importante da notícia que eu não deixaria de mencionar, para não transformar o artigo em propaganda da NVIDIA.

Toda essa renderização neural exige processamento.

O próprio material técnico da NVIDIA descreve a necessidade de executar o modelo dentro de um orçamento extremamente restrito por quadro para conseguir manter a renderização em tempo real, inclusive em 4K.

Testes e demonstrações iniciais também indicam que ativar o DLSS 5 pode representar um impacto considerável na taxa de quadros dependendo do cenário e da GPU utilizada.

Ou seja, o DLSS 5 cria uma situação um tanto curiosa:

ao contrário do DLSS que muita gente associa imediatamente a ganhar desempenho, a grande novidade do DLSS 5 está principalmente em aumentar o realismo visual por meio de IA.

Por que o DLSS 5 está causando polêmica?

Porque estamos entrando em um território diferente.

Tecnologias como Super Resolution utilizam IA para reconstruir uma imagem em resolução superior. Frame Generation cria quadros intermediários.

Com o DLSS 5, a inteligência artificial passa a ter participação maior na aparência do próprio conteúdo renderizado.

Desde sua apresentação, isso provocou discussões sobre fidelidade à direção artística, alterações em rostos e objetos, uso excessivo de IA e até sobre até que ponto aquilo exibido na tela continua representando exatamente os assets produzidos pelos artistas. Reações às primeiras demonstrações foram divididas, e a NVIDIA posteriormente apresentou mais controles disponíveis aos desenvolvedores para ajustar os resultados.

Screenshot

DLSS 5 pode representar uma mudança importante nos gráficos dos games

Ainda é cedo para saber se o DLSS 5 se tornará tão importante quanto outras versões do DLSS, mas a tecnologia representa uma mudança interessante na maneira como a NVIDIA enxerga o futuro dos gráficos em tempo real.

Até agora, grande parte da evolução gráfica dependia de renderizar cada vez mais detalhes — ou encontrar maneiras inteligentes de reconstruí-los.

O DLSS 5 acrescenta uma nova possibilidade: usar conhecimento aprendido por modelos de inteligência artificial para ajudar a determinar como esses detalhes devem parecer na imagem final.

Isso pode resultar em cenas extremamente realistas, mas também abre uma discussão importante sobre desempenho, fidelidade artística e até onde queremos que a inteligência artificial participe da renderização dos jogos.

NBA 2K27 será apenas o primeiro grande teste dessa ideia.

Agora resta descobrir como a tecnologia vai se comportar quando chegar a mundos abertos, jogos cinematográficos e títulos com direções artísticas muito diferentes do realismo buscado pelo basquete da 2K.

E você: acha que o DLSS 5 representa o futuro dos gráficos ou a IA está começando a interferir demais na imagem dos jogos?

Fonte oficial

NVIDIA — DLSS 5 e Renderização Neural Guiada em 3D

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